Felix Baumgartner: um salto na história

Felix Baumgartner

Chama-se Felix Baumgartner, tem 43 anos de idade, é austríaco e acaba de juntar o seu nomes ao livro da história da humanidade; é o ser humano que ultrapassou a barreia do som com o seu próprio corpo. Um salto na, e para a História. No pulso, um relógio muito especial… Saiba mais mas próximas linhas.

Chama-se Felix Baumgartner, tem 43 anos de idade, é austríaco e acaba de juntar o seu nomes ao livro da história da humanidade; é o ser humano que ultrapassou a barreia do som com o seu próprio corpo. Um salto na, e para a História. No pulso, um relógio muito especial… Saiba mais mas próximas linhas.
Baumgartner, à “civil”, é um homem de uma calma impressionante. Sorri com facilidade, mesmo quando lhe chamam “louco” e lhe recomendam um outro “emprego”, uma outra profissão. Os saltos que realizou são o seu “curriculum vitae”: nele constam “quedas” espectaculares de locais tão emblemáticos como a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o Petronas Towers em Kuala Lumpur, o imponente arranha-céus Taipei 101, ou a Ponte 25 de Abril em Lisboa. Ele foi primeiro ser humano a cruzar o Canal da Mancha em queda livre usando uma asa de carbono. Os seus saltos são os seus feitos.
Não tem medos; brilham-lhe os olhos, quando se fala/antecipa o salto mais arriscado do mundo, e assume a reforma depois de realizada esta sua fantasia-recorde. De aspecto franzino, Baumgartner estava absolutamente ciente dos riscos que ia correr e das condicionantes de todo o projecto, poucos dias antes de se lançar da estratosfera para a base que se construiu expressamente para o apoiar no salto mais arrojado do Mundo.
Alguns dias depois desta conversa em Paris, Felix Baumgartner, ganhou um lugar na História depois de saltar a 39.045 metros de altitude, atingindo uma velocidade de 1.342 km/h, facto que fez de Felix o primeiro homem a romper a barreira do som em queda livre. No seu pulso, “saltou” também o cronógrafo El Primero Stratos, o primeiro relógio a quebrar esta mesma barreira do num ambiente próximo do espaço. Além de estabelecer vários outros records, queda livre mais alta e o mais alto voo de balão tripulado, a missão deste austríaco, proporcionará também dados valiosos para a exploração espacial no futuro.

CHRONOS do tempo – Como “traduz” esta sua missão?
Felix Baumgartner: Eu adoro um desafio, e tentar tornar-me na primeira pessoa a quebrar a velocidade do som em queda livre, é um desafio como nenhum outro. Mas isso é apenas a ponta do iceberg em termos do que me motiva. Esta aventura é também uma oportunidade para reunir informações que possam contribuir para o desenvolvimento de medidas de segurança para, poe exemplo astronautas e pilotos – e talvez até para os turistas espaciais do futuro. Provando que um ser humano pode quebrar a velocidade do som na estratosfera e retornar à Terra seria um passo em direção à criação de novos procedimentos no espaço que, atualmente, não existem.

Cdt: Será que este salto vai testar os limites do corpo humano?
FB: Uma das incógnitas é como um corpo humano reage a velocidades supersónicas. Os efeitos de transição para a velocidade supersónica e de regresso à velocidade normal, não são conhecidos. Esta é apenas uma das coisas que nós esperamos aprender. Talvez um dia seja possível trazer astronautas para casa com segurança a partir do espaço, após uma eventual avaria numa nave espacial. Parece um cenário de ficção científica, mas a aeronáutica está definitivamente movendo-se nessa direção. Assim, os dados que mostrarem como meu corpo responde durante toda a missão vai permitir recolher uma informação muito valiosa para os pesquisadores.

Cdt: Nesta fase, a poucos dias do salto, não tem receio com este passo para o desconhecido?
FB: É claro que sim, mas aprendi a usar o meu medo a meu favor. O medo tornou-se um amigo meu. É o que me impede de pisar muito longe a linha de perigo. Numa missão como esta, você precisa estar mentalmente apto e ter o controlo total sobre o que você faz, e eu preparei-me muito bem. Paralelamente conto com uma equipa incrível à minha volta e confio na sua competência.

Cdt: A sua frequência cardíaca será muito mais elevada nos minutos iniciais, antes de saltar…
FB: Eu tenho desenvolvido um treino específico e detalhado para todos os momentos do salto. É nessa altura que você está completamente dependente da tecnologia – e não há ninguém por perto para ajudar. Antes do salto, o meu ritmo cardíaco vai cair, porque é nessa altura que eu estou no controle da maioria das coisas que estão acontecendo. Sou um paraquedista que já fez 2500 saltos, então, saltar é o meu negócio. Pouco antes de tudo começar, eu sei que estou indo para casa.

Cdt: Qual o momento mais importante do salto?
FB: Eu tenho que ficar numa posição estável antes de atingir a velocidade do som. Com toda a minha experiência, penso que não deve ser um grande problema, mas para estabilizar o corpo eu preciso da resistência do vento. O problema é que, durante cerca de 30 segundos, eu não vou ter qualquer almofada de ar, o que significa que eu não vou ser capaz de controlar o modo como meu corpo gira. No entanto, nos testes que fizemos eu sempre fui capaz de estabilizar muito rapidamente, desde que houvesse ar suficiente para o fazer.

Cdt: Por que escolheu um relógio Zenith?
FB: Precisão e confiabilidade foram os meus principais critérios na escolha. O meu relógio Zenith tem ultrapassado perfeitamente todos os nossos testes, e eu tenho a maior confiança de que ele vai executar perfeitamente todas as suas funções quando confrontado com a minha aceleração estratosférica e a passagem da barreira do som. Além disso, a herança da marca inspira-me. Desde os tempos que eu era criança, sempre fui um daqueles que queriam ser o primeiro a ir a algum lugar ou realizar algo que ninguém tinha experimentado. Sabe, o presidente John F. Kennedy, que foi um grande defensor do programa espacial, também usava um Zenith… Usar uma marca que tem sido associada a tantos visionários ao longo da história é verdadeiramente inspirador.