3 anos da RPN: O outro lado do relógio

António Serafim, RPN

Três anos depois de abrir as suas portas ao Mundo, a RPN já é uma referência entre o serviço de reparação e reconstrução das “máquinas do tempo”. Seriedade e competência, foram as palavras-chave para esta afirmação, numa área de negócio tão sensível e tantas vezes ignorada.

Três anos depois de abrir as suas portas ao Mundo, a RPN já é uma referência entre o serviço de reparação e reconstrução das “máquinas do tempo”. Seriedade e competência, foram as palavras-chave para esta afirmação, numa área de negócio tão sensível e tantas vezes ignorada.
No mundo da reparação de relógios (ou do restauro), o marketing relojoeiro não entra. Longe da ribalta dos salões ou das publicidades carregadas de glamour e palavras afirmativas, raramente se fala de quem nos lembramos quando um dos nossos queridos relógios deixa de trabalhar, ou de ser fiável. È nestas alturas que recorremos a estes serviços e a RPN-Atelier de Relojoaria, e o mais recente projecto nesta área. António Serafim, formado na Escola de Relojoaria da Casa Pia e com um curriculum invejável realizado entre as melhores marcas relojoeiras é a cara deste projecto. Vejamos as suas razões para esta “aventura” chamada RPN:

CHRONOS do tempo: Como nasceu a RPN? O que o moveu a fundar esta empresa?

António Serafim: O mercado relojoeiro tem crescido imenso nos últimos anos, principalmente a Alta Relojoaria. As marcas apostam na inovação técnica e utilização de novos materiais, tentam surpreender o seu target cada vez mais exigente. Portugal também tem bastantes apaixonados pela magia relojoeira, estão esclarecidos e acompanham esta dinâmica. Tendo em conta a crescente importância do serviço pós-venda na tomada de decisão do consumidor e a quantidade de relógios novos comercializados todos os anos, e ainda os antigos que estão na gaveta à espera de ganharem uma nova vida, há muito relógio para reparar e restaurar. É neste contexto que faz todo o sentido o surgimento de um atelier de relojoaria independente.

Cdt: Como se posiciona a RPN no sector da reparação/assistência técnica na relojoaria?

António Serafim: O universo relojoeiro é vasto. Um atelier não consegue organizar-se com eficiência se aceitar reparar todo o tipo de relógios: de parede, de coluna, mesa, bolso e pulso. Os de dimensão maior necessitam de equipamento específico, requerem mais espaço, etc. Não podendo abraçar tudo, e tendo em conta a nossa formação e experiência, tratamos da relojoaria mais cuidada e complexa.

Cdt: Para que marcas está a RPN habilitada a reparar/assistir?

António Serafim: Reparamos todas as marcas prestigiadas, restauramos os belos clássicos e somos o atelier oficial de algumas marcas, tais como a Frederique Constant, Ebel, Meistersinger, Giuliano Mazzuoli e Alpina.

Cdt: A RPN também já é uma referência no mercado de relógios usados! O atelier é um factor de diferenciação?

António Serafim: Sim, o atelier confere confiança ao cliente que opta por comprar um relógio usado. A indústria das contrafações e principalmente as falsificações de valiosos clássicos veio para ficar. As leiloeiras internacionais e colecionadores debatem este preocupante tema da falsificação em arte e também em relojoaria.
Nesta área da comercialização do relógio usado é determinante conhecer o posicionamento das marcas, porque grande parte destas não beneficiam da mesma importância que lhes confere o mágico mundo dos relógios novos, dos modelos, os movimentos de cada época (o calibre, nº movimento, punções, evoluções técnicas, etc). O relojoeiro tem a vantagem de conhecer o que está no interior do relógio, o movimento, e esta valência é realmente um factor favorável. A RPN não se limita a repara ou a reconstruir; também vende,todos os relógios que adquirimos são reparados e restaurados. Para além da garantia internacional, passamos uma garantia de 2 anos, como se de um relógio novo se tratasse. Afinal esse é o lema da RPN: Relógio Praticamente Novo.

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