Yuichi Nasuda (Casio): “O G-Shock tem um valor universal que é o da durabilidade”

Yuichi Nasuda, Casio, G-Shock

Yuichi Masuda é o actual Corporate Officer da Casio Computer Co. Ltd e director da Casio America, e Senior General Manager da “Timepiece Product Division”, empresa responsável pela concepção e produção de todos os produtos relojoeiros provenientes do universo de marcas da Casio. O “negócio relojoeiro” desta marca nipónica passa por ele; do sucesso no passado, ao futuro promissor…

Não é todos dos dias que se festejam os 30 anos de produto, com sucede com o Casio G-Shock. Para nascerem estes relógios, foram produzidos e testados mais de 200 protótipos até que em 1983 é, finalmente encontrada a estrutura original de alta resistência nascendo, assim, o primeiro modelo G-Shock (DW-5000C), que invadiu as ruas do Japão a autoproclamar-se como “o relógio mais resistente de todos os tempos”. Todos os relógios G-SHOCK respeitam 7 elementos: resistência ao choque elétrico, resistência à gravidade, resistência a baixas temperaturas, à vibração, à água, à queda e impactos. Os relógios incorporam, ainda, inovações e tecnologias Casio desenvolvidas com o objetivo de prevenir danos em casos de grandes impactos e quedas. Como tal, todos os seus componentes internos estão protegidos com uretano e módulos de cronometragem suspensa, no interior da sua estrutura. Desde o seu lançamento que a marca continua a evoluir e a fazer jus ao mantra do Engenheiro Ibe “nunca, mas nunca desistir”. Vejamos o que nos diz o actual responsável por toda a área relojoeira da marca, sobre o G-Shock e… não só.

CHRONOS do tempo – Como recorda o lançamento do G-Shock?

Yuichi Masuda – No início, o mercado dos EUA apoiou e aderiu bastante bem ao G-Shock. Honestamente, as vendas em outras áreas ou países não tiveram o mesmo sucesso. Nos EUA vários meios de comunicação duvidavam da capacidade do G-Shock até que um programa de TV fez um teste, em que um jogador de hóquei no gelo bateu com o seu “stick” fortemente num G-Shock. Resultado: após este duríssimo teste o G-Shock ainda estava a trabalhar perfeitamente. Este foi um dos gatilhos para aumentar a conscientização sobre a qualidade do G-Shock nos EUA. 

Cdt – Um relógio Casio é… (enquanto produto, relação preço/qualidade, etc)

Yuichi Masuda – O G-Shock tem um valor universal que é o da durabilidade. 

Cdt – Quando desenvolvem um novo relógio têm em conta a região do planeta, o continente, ou desenham um produto “global”?

Yuichi Masuda – Temos sempre em vista o produto “global”.

Cdt – Como definem os vossos actuais compradores de relógios e como serão os futuros?

Yuichi Masuda – Os utilizadores-alvo dos G-Shock são sempre jovens, independentemente da sua idade…

Cdt – Estão a pensar na actual geração de jovens que pouco usa ou valoriza um relógio de pulso?

Yuichi Masuda – Não, eu não penso. Os nossos relógios têm um valor intrínseco, com um “fashion value” muito próprio.

Cdt – A Casio é uma “marca masculina”? Que percentagem de mulheres compra os relógios Casio?

Yuichi Masuda – 20%.

Cdt – Qual a principal concorrência da Casio?

Yuichi Masuda – Não há um concorrente em particular. A nossa política de desenvolvimento é sempre baseada na tecnologia avançada e que ninguém pode seguir. 

Cdt – Como vê a Casio nos próximos 10 anos?

Yuichi Masuda – Sermos a marca número 1 e o primeiro fabricante de relógios no Mundo. Assim o espero.

Cdt – A actual crise que afecta o mundo Ocidental tem afectado os planos/projectos de novos lançamentos da Casio?

Yuichi Masuda – Não.

Cdt – Quais os vossos principais mercados?

Yuichi Masuda – O nosso principal mercado é mesmo o mercado global, não destacamos nenhum em particular. 

Cdt – A Casio desde que nasceu foi pioneira no lançamento e na apresentação dos seus produtos. Na era actual, há inúmeros desafios a superar para vencer no futuro. As máquinas fotográficas digitais terão um tempo de vida mais curto que o esperado e as calculadoras portáteis também. Como vê o futuro mais imediato da Casio. Podemos esperar o lançamento para breve de um relógio com ligação aos smartphones, relógios muito na moda e de que tanto se fala?

Yuichi Masuda – Nós já temos relógios que são compatíveis com smartphones. 

Cdt – Como define o mercado português onde estão representados há várias décadas?

Yuichi Masuda – De facto a Casio começou a trabalhar directamente em Portugal na área de relojoaria, desde Abril de 2013 porque vemos grande potencial no mercado português.

30 Anos “indestrutíveis”

Desde 1983 que o G-Shock tem vindo a superar desafios e a inovar constantemente. Após três décadas, a marca continua a testar e ultrapassar limites, tendo alcançado a reputação de “relógio indestrutível”, caracterizado pela dureza, fiabilidade e design. G-SHOCK não só contribuiu para fortalecer o setor da relojoaria como se tornou, também, num objeto de culto para muitas tribos urbanas.

Os relógios G-Shock inspiram-se na música, no desporto, na moda, nas criações artísticas e na ambição. Foi o primeiro relógio digital a insurgir-se no universo da moda, apresentando-se como um acessório “must-have” entre os “fashion addicts”, que o usam como expressão da sua personalidade. Hoje, os “relógios indestrutíveis” que já ultrapassaram o patamar dos 65 milhões de vendas em 100 países, são apreciados por homens e mulheres de todo o Mundo, de diferentes faixas etárias.

Para celebrar o seu 30.º aniversário, a G-Shock lançou uma edição limitada, em colaboração com a marca reconhecida marca de chapéus – New Era. O modelo GA110NE-9A caracteriza-se pelo seu design moderno e urbano, influenciado pela tendência dos pretos e metálicos desta estação. A pulseira preta, em resina, está em perfeita harmonia com a caixa em ouro salpicado, detalhes escolhidos propositadamente para homenagear a peça mais célebre da marca de chapéus – os 59Fifty cap. A estrutura resistente à água e aos impactos, como não poderia deixar de ser, está presente neste modelo de edição limitada.