Futuro da Maurice Lacroix em risco

Maurice Lacroix

A Maurice Lacroix está à venda. No ano em que a marca relojoeira comemora 40 anos de existência, a notícia não podia ser pior e decorre do último comunicado do Grupo DKSH (DiethelmKellerSiberHegner) detentor da marca desde 2008. Razões apontadas: a forte quebra da procura por parte do mercado chinês e a valorização do franco suíço (CHF), levaram a administração do grupo a decidir desinvestir na área de negócio “Luxo e Relógios”.

O Grupo DKSH, com mais de 150 anos de actividade, deve as suas origens a três investidores asiáticos, que formaram esta empresa em Zurique, onde ainda se encontra a sede da DKSH. Com mais de 27 mil empregados e 735 escritórios espalhados pelos 35 países onde está presente, a DKSH registou um volume de negócios de mais de 9,8 biliões de francos suíços (cerca de 9,2 biliões de Euros) nas várias áreas em que está concentrada e que vão desde as novas tecnologias, saúde, distribuição até aos produtos químicos, relojoaria e artigos de luxo.    

Com esta decisão, não é apenas a Maurice Lacroix que tem o seu futuro em risco. Marcas como a Davidoff, Glycine, Mondaine, Puma, e Salvatore Ferragamo pertença do Grupo DKSC têm o futuro incerto, enquanto a distribuição de marcas como a Bedat, Bovet, Breitling, Rolex e Timex (distribuídas pela DKSH no mercado asiático) também deverá mudar de mãos.

Na sequência desta informação empresarial dada a conhecer pela DKSH, detentora da maioria do capital dos relógios Maurice Lacroix (entre outras), Stéphane Waser (responsável pela marca) emitiu um comunicado aos seus distribuidores e parceiros de negócio, fazendo saber que até ao fim de 2015, toda a estrutura da Maurice Lacroix, produção e projectos de desenvolvimento se manterão como até aqui, fazendo saber que o Grupo DKSH procura um comprador para a área de negócio da relojoaria e luxo, onde se encontra a “sua” marca.

O futuro da Maurice Lacroix está assim dependente de um comprador, não se sabendo o que acontecerá à marca no futuro. Com o encerramento de actividades em perspectiva, a Maurice Lacroix pode não ter futuro dado o momento deliciado que vive o sector relojoeiro helvético e não só. Toda a indústria relojoeira (a suíça em especial, com a apreciação do franco suíço face a moedas como o Dólar americano ou Euro) enfrenta um novo desafio, dado desinvestimento que se sente nesta área de negócio.

Até ao final de 2015, espera-se que marcas como Maurice Lacroix, Davidoff, Glycine, Mondaine, Puma, e Salvatore Ferragamo encontrem um comprador e assim se mantenham em actividade por muitos e bons anos.

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