Vostok Almaz: inspirado no espaço

Vostok Almaz: inspirado no espaço

Já chegou a Portugal o “Almaz”, o novo modelo da Vostok Europe que, tal como acontece com outros relógios da marca, foi buscar o seu nome a um projecto técnico-militar soviético – a estação espacial do mesmo nome, criada no início dos anos 60.

“Almaz” é uma palavra russa que significa “diamante”, mas foi a pensar na conquista do espaço que a Vostok Europe recuperou este nome. Na realidade, foi o projecto Almaz que deu origem a todas as subsequentes estações espaciais da ex-União Soviética, inclui as estações orbitais “Salyut”, a famosa “Mir” e até a moderna contribuição da Rússia que faz parte integrante da Estação Espacial Internacional.

Este relógio está disponível em versão automática (com o movimento Seiko NH35A) e de quartzo (equipado com o calibre Citizen 6S11 “Chronograph Grande”) e é declinado em inúmeras versões, em virtude da utilização de dois tipos de material nas caixas, três tipos de braceletes e diferentes conjugações de cor nos mostradores.

Em todos os modelos, a Vostok Europe oferece o mesmo conjunto de elevadas especificações técnicas, nomeadamente uma caixa de 47mm de diâmetro com resistência à água até 20 atmosferas (200 metros) e mostrador protegido por vidro mineral endurecido tipo K1. Os modelos automáticos possuem fundo em vidro para observação do movimento. Todos os relógios podem usar braceletes com 22mm de largura em pele e têxtil (pulseira contínua tipo NATO, em nylon). Os modelos com caixa em aço têm ainda como opção a bracelete em malha milanesa.

O acabamento das referências em aço inclui caixa polida, revestimento a PVD negro e caixa banhada a ouro rosa (“rosegold”) – particularmente bonito na versão cronógrafo com o seu mostrador em azul escuro e bracelete em pele castanha (Ref.ª 6S11-320B262).

O titânio: do espaço para o pulso

A colecção Almaz é mais uma em que a Vostok Europe utiliza o titânio nas suas caixas, material disponível quer nos modelos cronógrafos quer nos automáticos.

Utilizado pela indústria aerospacial pelas suas propriedades (trata-se do metal que possui a mais elevada relação resistência/densidade), o titânio é tão forte como o aço mas muito mais leve, o que não deixa de ser relevante num relógio as dimensões generosas deste Almaz.

O titânio é também especialmente indicado para um relógio com este, cuja caixa possui uma estanquidade de 20 atmosferas (200 metros), uma vez que é um metal extremamente resistente à corrosão em água salgada. Para resistir às elevadas pressões a que pode ser sujeito, a Vostok usou neste modelo um mostrador em vidro mineral de alta resistência (tipo K1) e coroa de rosca.

A colecção Almaz está disponível em Portugal desde Outubro através da rede de agentes autorizados da SRI – Sociedade de Relojoaria Independente, Lda.

Os modelos baseados no calibre automático Seiko NH-35A têm um preço a partir dos €319; já os cronógrafos, que usam o movimento cronógrafo Citizen Watch 6S11 “Chronograph Grande”, podem ser adquiridos a partir dos €399. Todos os modelos com caixa em aço estão disponíveis com opção de três braceletes: pele, nylon e malha milanesa.

O projeto Almaz

O programa Almaz (em russo: Алмаз) ou “diamante” foi um projeto altamente secreto para a criação de estações militares espaciais soviéticas lançado no início dos anos 60 do século passado, em plena “Guerra Fria”.

De forma a encobrir a natureza militar do programa, todas as estações espaciais do projecto Almaz adoptaram a designação civil de Salyut. Com base neste projeto, foram lançadas entre 1973 e 1976 um total de três estações espaciais militares de reconhecimento tripuladas: Salyut 2, Salyut 3 e Salyut 5.

Embora a Salyut 2 tenha falhado após atingir a sua órbita, quer a Salyut 3 quer a Salyut 5 concluíram com sucesso os seus testes tripulados. Após a Salyut 5, o Ministério da Defesa soviético decidiu, em 1978, que os recursos gastos com a estação de reconhecimento eram superiores aos benefícios, designadamente por comparação com satélites de reconhecimento automáticos, não tripulados.

A herança do programa Almaz continua até aos dias de hoje, uma vez que o módulo russo Zarya, acoplado à Estação Espacial Internacional, tem as suas raízes tecnológicas neste projeto.

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