“Smartwatches” despertam relojoeiros suíços?

O Smartwatch da Frederique Constant

O Mobile World Congress de Barcelona (uma das mais importantes feiras do sector está a servir para o lançamento das mais recentes novidades no mundos dos telemóveis e não só. Os “werables” também são motivo de notícia, como o novo relógio da Huawey, um “smartwatch” que promete dar que falar.

O Huawey Watch inspira-se claramente na indústria relojoeira tradicional, particularmente na construção da caixa e no aspecto em geral, ou seja, aproxima-se muito do conceito mais tradicional da relojoaria, como que a anteciparem-se às novidades que a industria relojoeira suíça vai apresentar no próximo salão de Basileia.

O mercado dos “smartwatches”, segundo a Apple, e apenas este ano, deverá representar para a marca de Cupertino, algo como 15 milhões de relógios vendidos, ou seja, o iWatch vai ser lançado disponibilizando para o mundo cerca de 5 milhões de relógios (valores encomendados aos vários fabricantes deste gadget) e a produção/venda deverá rondar o milhão de unidades/mês até ao final do corrente ano.

Segundos os especialistas do sector, o mercado dos “smartwatches” deverá representar nos próximos dois anos, vendas que deverão rondar os 35 milhões de relógios, um número impressionante que parece ter acordado o pensamento conservador dos fabricantes suíços e os levará a reagir e a pensar em – também eles – a desenvolverem produtos concorrentes, que deverão despertar as novas gerações para o uso do relógio na sua vertente mais tradicional.

Alguns dias antes da Huawey ter apresentado o seu relógio em Barcelona, já a LG tinha dado a conhecer o seu LG Watch Urbane, uma peça que também se aproxima dos relógios mais convencionais, ao contrário dos Samsung (Gear S e Gear 2) estes, desenvolvidos segundo o conceito do “gadget electrónico”, que não tem despertado o interesse de quem – também – gosta de relógios convencionais.

Depois do Motorola 360 (um dos mais apetecíveis modelos deste tipo de relógios inteligentes), a Huawey e o seu “Watch” apresenta-se com um “discurso” relojoeiro, chamando as atenções não apenas de quem e fã das novas tecnologias, mas também a quem habitualmente olha para os relógios mais tradicionais.

O mundo digital está a fervilhar e a fazer mexer as tradicionais e demasiado conservadoras mentes relojoeiras helvéticas. Sabe-se que a Guess, Kenett Cole e Tissot, deverão apresentar um “smartwatch” no próximo Baselworld, enquanto a Frederique Constant, Mondaine e Alpina, já deram a conhecer o seu projecto MotionX (desenvolvido pela MMT- Manufacture Modules Technologies) um “híbrido” muito interessante e a ter em conta nos próximos tempos.

A Swatch também está a trabalhar num projecto de um “smartwatch”, tal como a Tag Heuer, ideia já admitida por Jean Claude Biver, o número 1 da marca.

Parece que finalmente a indústria helvética acordou para este novo mundo que está a dar que falar (e a envolver muito dinheiro) nos quatro cantos do Mundo.         

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