Zenith: 150 anos de história

Zenith: 150 anos de história

Para a Zenith, o ano de 2015 que agora termina, é muito importante; é o ano em que a marca da estrela celebra os seus 150 anos de existência. Uma celebração e uma oportunidade para explorar a sua história, as revoluções/inovações que criou e as proezas que acompanhou. Também é altura de lembrar que nunca nada teria sido concretizado sem o talento e o savoir-faire dos verdadeiros criadores de relógios – os artesãos, independentemente da sua especialidade – e sem o espírito empreendedor apreciado pela manufactura desde os primórdios, um espírito no qual os três valores fundadores de audácia, autenticidade e prazer são mais atuais do que nunca.

Como todas as belas histórias, na Zenith escreve-se assim”: Le Locle, pequena aldeia das montanhas de Neuchâtel, na Suíça, um jovem com apenas 22 anos, de nome Georges Favre-Jacot criou o seu próprio atelier de relojoaria. Tinha como objectivo conceber relógios na sua íntegra. Ora, em 1865, as peças dos movimentos eram fabricadas por artesãos dispersos e isolados. O futuro patrão inventa, então, um conceito que vai constituir um marco importante: ele agrupa todos os talentos da região sob um único teto. O conceito permite-lhe integrar fundição, laminagem, estampagem, caixas e mostradores no mesmo espaço. Paralelamente, ele cria a permutabilidade dos componentes, independentemente do movimento. Uma das primeiras manufacturas relojoeiras industriais, no sentido moderno do termo, tinha nascido. Uma manucfatura cujo fundador, inovador incansável, se empenhará em desenvolver a nível internacional.

A segunda metade do século XIX conhece progressos consideráveis em matéria de transportes, tornando as deslocações (um pouco) menos cansativas por serem (um pouco) menos longas. A partir de 1870, Georges Favre-Jacot desloca-se a pé, de comboio, de carro e de barco, aos quatro cantos do globo, incluindo a Rússia, com o intuito de vender os seus relógios. A partir de 1900, encarrega o seu sobrinho e genro, Jämes Favre, de ir ao encontro dos mercados – a Europa, a China, a Manchúria, o Japão, as duas Américas, as Filipinas e as Índias inglesas e holandesas – a fim de avaliar a sua rentabilidade e o seu potencial de desenvolvimento. Nascerá assim, para a Zenith, uma das primeiras redes de distribuição do mundo relojoeiro. Mais tarde, os contratos comerciais, especialmente com companhias ferroviárias e aéreas, favorecerão em larga escala a difusão da marca no mundo.

 

*Saiba mais na CHRONOS do tempo Nº 32 (brevemente nas bancas)

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